sexta-feira, 24 de abril de 2009

CURIOSIDADES

A origem da expessão Clown/Palhaço:
- Clown se traduz por palhaço, mas as duas palavras têm origens diferentes. Clown está ligado ao termo camponês “clod”, ao rústico, à terra. Palhaço vem do italiano “paglia” (palha), usada para revestir colchões. O mesmo tecido grosso e listrado do colchão era usado nas primeiras roupas dos palhaços.

Malabares:
- Nas áreas rurais de Tonga (um dos estados da Polinésia), é comum meninas jovens aprenderem a fazer malabarismo. Elas aprendem como um jogo, brincando umas com as outras usando várias técnicas de malabarismo. As pessoas de Tonga consideram o malabarismo uma atividade feminina e, por isso, os meninos nunca aprendem essa arte.

domingo, 19 de abril de 2009

Benjamin de Oliveira: o primeiro palhaço negro do Brasil!

Benjamin de Oliveira (Pará de Minas, 1870 — Rio de Janeiro, 3 de maio de 1954) foi um artista brasileiro, compositor, cantor, ator e palhaço de circo.
Negro forro, fugiu de casa ainda criança com a "troupe" do Circo Sotero, onde atuou como trapezista e acrobata.
Em entrevista a Brício de Abreu, em 1947, descreveu o circo em que trabalhou, por volta de 1885:
"Em Mococa, encontrei um grupo trabalhando. O chefe do elenco se chamava Jayme Pedro Adayme. Era um norte-americano(...)trabalhávamos em ranchos de taipa, cobertos com panos velhos. Cada vez que mudávamos de cidade, vendíamos a parte da madeira e levávamos apenas a parte do pano em lombos de burro(...)Andávamos por terra de cidade em cidade, de vila em vila. Raramente conseguíamos um carro de boi. Quase sempre em lombo de burro."

Virou palhaço porque o "titular" adoeceu e não havia ninguém para substituí-lo. Acabou fazendo muito sucesso, sendo homenageado até pelo então presidente Floriano Peixoto.
Escreveu diversas peças de sucesso, entre as quais, O Diabo e o Chico, Vingança Operária, Matutos na Cidade e A Noiva do Sargento.
Atuou como cantor, nos entreatos, executando ao violão lundus, chulas e modinhas, principalmente as de seu amigo Catulo da Paixão Cearense.

sábado, 18 de abril de 2009

LINKS INTERESSANTES...


" A melhor maneira de prever o futuro é inventar! "

Academia Brasileira de Circo
www.academiadecirco.com.br/
Circo Vox
Circo Zanni
Intrepida Trupe
Circo Voador
Circo Escola Picadeiro
Circo Roda Brasil
Funarte (ESCOLA NACIONAL DE CIRCO - ENC)
Aproveitem...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Um breve relato sobre a vida de Abelardo Pinto: “Mestre Piolim”.


Seu pai Galdino Pinto, circense brasileiro, nasceu no interior do estado de São Paulo, de pais fazendeiros. Estudou na cidade de Rezende no Rio de Janeiro, e foi nesta cidade, durante um espetáculo circense que assistiu, que se apaixonou por uma atriz. O resultado é que acabou por ir embora com o circo, tornando-se mais tarde ele próprio um homem de circo. Tornou-se proprietário do Circo Americano, onde teve início sua dinastia.
A dinastia Galdino Pinto tem como seu membro mais ilustre seu filho Abelardo Pinto, o famoso Palhaço Piolim. Nasceu em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo em 27 de março de 1897.
Abelardo Pinto viveu sua infância dentro do circo, envolvido nas mais diferentes atividades. Seu treinamento teve início desde muito cedo, e aprendeu as modalidades de ciclista, saltador, casaca de ferro, acrobata e contorcionista, tendo se destacado nesta última enquanto criança. Aos oitos anos de idade apresentava-se no circo de seu pai como “o menor contorcionista do mundo”. Mesmo obtendo sucesso, o menino Abelardo não gostava de suas exibições, como revela mais tarde em seu depoimento ao Museu da Imagem e do Som: “Com oito anos fazia um contorcionismo primário, que só criança pode fazer”.
Em entrevista dada ao Jornal Folha de São Paulo em 1957, diz:
“Não fui como os outros meninos, que entravam no circo por baixo do pano. Nasci dentro dele e levava uma vida que causava inveja aos outros garotos. Eu, do meu lado, tinha inveja deles. Eles tinham uma casa, tinham seus brinquedos comuns e podiam ir diariamente à escola. Eu começava a freqüentar um colégio e o circo se transferia. Lá ficava eu sem escola”.
Revela ainda ao mesmo jornal que seu sonho era ser engenheiro, queria construir casas, pontes, estradas e castelos. Construiu apenas castelos de sonhos de muita gente. “Sou, de qualquer maneira, um engenheiro e estou feliz com isso."
O circo Americano estava sem seu principal numero: o palhaço havia ido embora. Então. O Sr. Galdino Pinto foi a São Paulo com o intuito de tentar conseguir um substituto. O filho Abelardo, diante dessa situação, resolveu assumir a profissão de palhaço e sobre essa decisão revela mais tarde – “Pensei: se ele fez, eu também posso fazer palhaçadas”.
A partir deste momento, o Circo Americano adquire um artista que seria, mais tarde, aclamado como “O Imperador do Riso”.
O “Palhaço Piolim” – apelido dado por uns artistas espanhóis que, ao verem o pequeno trabalhador Abelardo, diziam que ele parecia um “piolim” (barbante muito fino) – surgiu em 1918. Uma outra versão da história, contada pelo Jornal Folha de São Paulo, diz que o apelido foi devido a um favor que Abelardo fez ao um cômico e músico violinista espanhol que se apresentou com ele em um espetáculo beneficente da Cruz Vermelha: a corda do violino do espanhol quebrou-se em cena e Abelardo correu para o camarim e trocou a corda quebrada, substituindo-a por uma de seu próprio violino.
Piolim teve três filhos de dezesseis netos. Ele sempre dizia que ser palhaço no Brasil não era grande coisa em razão da falta de amparo.
O grande sonho de Piolim foi criar uma escola de circo. Não conseguiu ver seu desejo concretizado. Faleceu no ano de 1973, aos 76 anos. A escola foi aberta em 1978 e levou o seu nome. Quando morreu morava em um velho camarim de madeira, com pintura, roupas, onde passava o dia todo só, recordando épocas passadas no velho circo da Freguesia do Ó, onde durante muitos anos brilhou o Circo Piolim.


A CARACTERIZAÇÃO DO PALHAÇO PIOLIM

Piolim, figura lendária que por mais de cinqüenta anos reinou, com maestria, no “teatro do povo”. Sua caracterização foi sempre a mesma fisionomia, os mesmos traços físicos – vivos e sublimes. Sua indumentária era composta de um jaquetão maior do que o seu tamanho – bem exagerado, sapatos nº 84, bico largo e sua famosa bengala, que mais parecia um “anzol de pescar submarino”. Piolim, emergido de seu colarinho “impossível”, com a bengala há vinte e cinco anos, pela milésima vez repetia as velhas piadas que divertiram nossa infância. “O Namoro dos Sabiás”, cena tradicional de Piolim, um intérprete genial, sucesso há meio século, conforme acervo do Jornal Folha de São Paulo.
Pode-se dizer que a obra circense que Abelardo Pinto construiu é o seu palhaço. Em diversas pesquisas de campo, ao longo de 14 anos, nos deparamos com a figura de Piolim sendo interpretada por diversos animadores culturais. O lazer foi uma das fontes por nós, eleita para pesquisar as técnicas por ele preconizadas.
Piolim através de sua obra atingiu várias esferas do povo brasileiro: o campo da linguagem cênica, da alfabetização escolar, da televisão brasileira, da diversão para a terceira idade e dos arte-educadores atuantes na área de lazer esportivo.

Um Pouquinho de História!



"Hoje tem marmelada? Tem, sim senhor!
E o palhaço o que é? É ladrão de mulher!”

Quantas lembranças esse conhecido bordão nos traz!

No dia 27 de março é comemorado o dia do circo. Essa data foi escolhida para homenagear o palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nesse dia, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Piolin, foi um dos grandes palhaços do Brasil, se destacando por sua alegria e criatividade. O circo é um espetáculo popular muito antigo, teve origem em povos viajantes. O espetáculo do circo reúne artistas com habilidades diversas cujo intuito é divertir e entreter a platéia. Entre as artes apresentadas pelo circo podemos citar: o malabarismo, palhaços, acrobacia, equilibrismo, magia, teatro, adestramento de animais, show de dança entre outros.Existem vários tipos de circo: circo de rua, circo tradicional, circo chinês, circo russo, etc. Há indícios arqueológicos de que o circo tenha surgido na China há mais de 5.000 anos.Na Grécia Antiga, séculos antes de Cristo, havia espetáculos com animais amestrados e competições de homens. Na Roma Imperial, os espectadores se reuniam para assistir e apostar nas corridas de bigas. O maior dos circos romanos chamava-se Maximus, feito de pedra e com capacidade para 150 mil pessoas. Na Idade Média, muitos grupos de equilibristas, malabaristas e ilusionistas se apresentavam em feiras populares. Eram conhecidos como "Saltimbancos", e viajavam pela Europa se apresentando por cada um dos lugares por onde passavam. Nessa mesma época, na Itália, havia os bobos da corte, artistas do riso que moravam nos castelos para animar as festas com suas brincadeiras e músicas. Suas roupas eram coloridas e alegres. Surgiram assim o Arlequim, Pierrô e Colombina. O apogeu do circo deu-se no século XIX, onde contava com inúmeras atrações como números com animais vindos de todas as partes do mundo e artistas com diferentes habilidades. O circo atual é composto por lona ou tenda, palco ou picadeiro, a arquibancada. Em geral quem trabalha no circo mora nele. Leva uma vida de nômade, viajando por lugares diversos. O Circo encanta, nos faz sonhar, nos emociona, diverte!Feliz de quem já foi a um circo, já sentiu de perto esse mundo mágico.
Parabéns ao circo e aos nossos artistas!



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tecido Acrobático


Anos 80... A imortal arte do circo viaja pelos quatro cantos do planeta.
Entre todos os estilos existentes embaixo de uma lona ou fora dela se destacam as modalidades dos aéreos... Trapézios, Bambu chinês, Corda indiana, entre outros. Durante treinos e ensaios do espetáculo o francês Gerard sofre uma contusão no tornozelo tendo que parar com o treinamento... Não satisfeito com a situação e as condições impostas pelos médicos, ele busca formas e soluções que possam ser utilizadas para seu retorno aos treinos. Foram várias tentativas, dentre elas uma se destaca, o uso de um tecido, o qual não trazia tanta dor.
Com o passar do tempo foram criando movimentos que traziam beleza e ritmo, ajudando em muito no preparo físico. No final do tratamento Gerárd decide continuar com o tecido, mesclando corda indiana, ginástica olímpica, trapézio e danças. Criando movimentos de grande beleza e desafiando as leis da gravidade, ele traz para o circo moderno a mais nova modalidade “Tecido Acrobático”.
Há rumores de que na Roma antiga, as dançarinas usavam grandes tecidos de onde desciam enroladas e começavam os seus rituais, mas, nada de moderno.
O Tecido acrobático trabalha movimentos que misturam dança, teatro e circo. Usando o peso do próprio corpo, evitando excessos e desgastes.
Tudo é feito com:
· Alongamentos;
· Preparação física;
· Trabalho de solo, trapézio e corda indiana;
· Aéreos em Tecido acrobático.
O Tecido Acrobático é uma espécie de dança feita com movimentos, travas e quedas em um tecido especial que suporta grandes impactos.
O resultado de tudo isso é um corpo forte, elástico, definido e bonito.
Este trabalho se destacou com grande força nos espetáculos da maior companhia moderna de circo... Criada no início da década de 80 pelos ideais de Guy Laliberté e Gilles Ste-Croix, fundadores do Cirque du Soleil .Sendo usado por muitos outros até os dias de hoje.
Essa modalidade vem sendo usada também em outras vertentes, não só artísticas. Mas, em academias e em trabalhos de grandes empresas.
O nome dessa arte varia de acordo com a região ou local onde se pratica: Tecido Acrobático, Dança Acrobática Aérea, Tecido Circense... e por aí vai. Originalmente o nome vem em inglês: Aerial Contortion In Silk.
O TECIDO ACROBÁTICO Vem conquistando e ajudando pessoas no mundo todo.

Por Júlio Rodrigues

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